Saudade, falta doída. Arde, dói, povoa a mente. A gente mente que não sente. A falta corroe, A saudade invade. Louca Pouca Dor aos pedaços. Coração longe em frangalhos. Saudade arde a falta de quem aqui já esteve.
Um dia O espelho me assustou. Olhei Não me vi. Vi outra pessoa, Será que sou eu? Quem é essa? Susto! Aos poucos me descobri outra. Nos outros, me vi torta. Em mim, Me vi toda. Hoje sou outra da mesma que fui um dia.
Tudo o que digo me escapa. Hoje penso pouco no que falo Para não deixar de dizer verdades Antes caladas pela razão. Nada de desabafo, Apenas falo. Não mais calo Falo sem censuras Palavras de liberdade.
Eu te disse: minha vida é triste. Eu te disse: Nada de mim existe. Eu te disse: Tudo em mim é um xiste. Eu te disse: Cada pedaço de meus pensamentos flutuam de encontro aos seus. E tu , reticente, disseste-me: Não sou nada. Um nada em que navego, Um nada a que me entrego. Não te conheço, Não sei quem és, Mas te sinto. Isso me basta...
Sou gaivota voando sem rumo buscando o prumo da vida veloz.
Plainando no ar mergulhando no mar tentando achar a maior liberdade de viver.
Livre das gaiolas amarras solto minhas asas vôou e olho de cima o mar ondulando o azul mareando Maré cheia de azul Verde Liberdade Mergulhar Nadar Nas águas da vida - gaivota sou.